A Itália está mais pobre; os salários reais caem 0,9%

Os salários reais voltarão a crescer apenas 0,2% em 2027. A taxa de ocupação atinge um recorde de 62,8%, mas permanece 9,3 pontos abaixo da média da OCDE.

8/10/20261 min read

1. Salários Reais e Poder de Compra em Queda
  • Previsão para 2026 e 2027: Estimativa de queda de -0,9% nos salários reais em 2026, acompanhada de uma recuperação quase nula de +0,2% em 2027.

  • Defasagem histórica em relação a 2021: Os salários reais permanecem 6,1% abaixo do nível do primeiro trimestre de 2021 — a maior diferença e a pior marca entre as grandes economias da OCSE. Na prática, essa perda equivale a trabalhar cerca de 20 dias de graça no ano.

  • Fatores determinantes:

    • Inflação e custos de energia: O novo encarecimento da energia pressiona a inflação para cima (estimada em 3% para 2026).

    • Trava nos acordos coletivos: Poucas renovações de convenções coletivas de trabalho previstas para o próximo biênio limitam o reajuste salarial.

2. Emprego e Desemprego: Recordes com Ressalvas
  • Desemprego em mínima histórica: A taxa de desemprego caiu para 5,0%, igualando a média dos países da OCSE (4,9%) e mantendo uma tendência de queda ao contrário de dois terços dos demais membros do bloco.

  • Taxa de ocupação recorde: O nível de emprego atingiu 62,8% no primeiro trimestre.

3. Principais Desafios Estruturais
  • Abaixo da média global: Apesar do recorde interno, a taxa de ocupação da Itália fica 9,3 pontos percentuais abaixo da média da OCSE (72.1%).

  • Inatividade elevada: O país registra um alto contingente de pessoas fora do mercado de trabalho (inativos), afetando desproporcionalmente mulheres, jovens e mantendo grandes desigualdades regionais no país.

Notícia originalmente publica por Rai News em 07/07/2026 neste link.

© 2026. All rights reserved.